A tecnologia tornou-se indispensável para a nossa sociedade nos dias atuais. Quem não aprecia a comodidade de ter, literalmente, o mundo ao alcance do clique do mouse ou de um aplicativo do seu celular? Coisas que há alguns anos atrás seriam impensáveis de serem realizadas exclusivamente online como: pedir e receber uma refeição de seu restaurante favorito, comprar passagens de avião, agendar hotéis, fazer check-in no aeroporto, pedir um táxi ou mesmo, fazer um curso superior a distância, levando as salas de aula para qualquer lugar onde você esteja em seu PC, tablet ou celular?
A tecnologia encurtou distâncias e deixou quase tudo ao nosso alcance. Não nos imaginamos mais viver sem estas facilidades do mundo moderno, não é mesmo? No entanto, observamos também, um fenômeno nem tão saudável assim. Ficamos escravos da tecnologia, viciados em nossos celulares que acabamos por deixar de lado as relações interpessoais, o famoso contato olho no olho. Nos restaurantes é de praxe vermos todos de cabeça baixa, com os olhos vidrados na telinha do celular, ignorando o colega ao lado. E isso se repete nos elevadores, nas escolas durante o recreio e até mesmo na sala de aula, dentro do carro dirigindo, nas reuniões em família, atravessando a rua, etc.
Um estudo divulgado o ano passado pela Flurry mostrou que existem mais de 280 milhões de pessoas viciadas em celular em todo o mundo, índice que cresceu quase 60% em relação à 2014 (Fonte: http://www.brumadonoticias.com.br).
Um estudo divulgado o ano passado pela Flurry mostrou que existem mais de 280 milhões de pessoas viciadas em celular em todo o mundo, índice que cresceu quase 60% em relação à 2014 (Fonte: http://www.brumadonoticias.com.br).
A palavra “vício”, de acordo com a Wikipédia, vem do latim “vitium”, que significa “falha” ou “defeito”, é um hábito repetitivo que degenera ou causa algum prejuízo ao viciado e aos que com ele convivem (Fonte: https://pt.m.wikipedia.org). Fazendo uma analogia, estamos nos tornando dependentes da tecnologia, dos nossos celulares, das redes wi-fi, estamos nos tornando uma extensão do nosso PC, celular ou tablet, estamos nos “robotizando” e nos isolando cada vez mais em nosso mundo high-tech e perdendo pouco a pouco a nossa humanidade. Esse é o outro lado da moeda.
O grande desafio da atualidade é reaprendermos a olhar para o outro, temos que exercitar constantemente essa vigilância, temos que aprender a nos desconectar de vez em quando. Assim sendo, o primordial é extrairmos o que de melhor os avanços tecnológicos trouxeram para a nossa vida cotidiana de modo a facilitá-la, devemos usar a tecnologia a nosso favor e não sermos usados por ela. Não podemos retroceder aos primórdios da civilização, sermos radicais, nos isolarmos do mundo e acharmos que a tecnologia é algo ruim. Pelo contrário! Devemos sim, ter uma relação saudável com ela, sabendo dosar os prós e os contras do uso da tecnologia em nossa vida para uma melhoria de cada um de nós como indivíduos e, também, para a melhoria e evolução de nossa sociedade como um todo.
Fonte das imagens: Google

